não o solo
do trompete
mas a delicadeza do pianista
recolhendo suas notas
e abrindo silêncios
não as conversas
vozes, risadas
mas os olhos
quando falar
já é desnecessário
não a última cerveja
o último cigarro
a última partida
de bilhar
mas o caminho
sozinho até o metrô
a cabeça
repassando tudo
confusa
antes que o que resta
da noite evapore
com o álcool
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário