

Durante o almoço falávamos sobre espaços e como eles nos pertencem, falávamos de velhas mercearias e antigos botecos, de como deixávamos vestígios de solidão em cada canto desses lugares, forçando-os a fazerem parte da nossa história, mas o avanço nas grandes cidades faz com que tudo isso seja tragado com uma voracidade estúpida, e nos deixa com a memória amputada. Marcelo (Mirisola) reclama: “Tem tanta gente cuidando do meio ambiente, de floresta… e quem é que está cuidando dos nossos bares?” Quem vai impedir que amputem pedaços inteiros da nossa história e da nossa solidão?
Luana Vignon, em Rio de Janeiro.
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